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WhatsApp: quase 90% das mensagens fraudulentas têm origem no app

Imagem: Rawpixel.com

É fácil entender o motivo pelo qual quase 90% das mensagens fraudulentas que circulam pela Web no Brasil são disseminadas pelo WhatsApp. O app está em 98% dos aparelhos celulares no Brasil. É o WhatsApp o app mais ativo nos smartphones no País e é um aplicativo muito fácil de usar para todas as classes sociais.

O número em questão, 90% de mensagens fraudulentas disseminadas via Whatsapp, veio através de dados anônimos enviados de forma voluntária pelos clientes do Kaspersky Internet Security for Android. A partir dos dados coletados, a empresa russa de segurança da informação conseguiu mapear quais são os apps mais usados em golpes de mensagens falsas (phishing). “Uma análise dos links maliciosos detectados entre dezembro de 2020 e maio de 2021 mostra que a grande maioria deles é disseminado via WhatsApp, com 89,6%, e em seguida aparecem Telegram e Viber com 5,7%, 4,9%, respectivamente. Os países em que ocorre o maior número bloqueios de phishing são Rússia (46%), Brasil (15%) e Índia (7%)”, informa documento enviado pela assessoria de imprensa brasileira da Kaspersky.

Dos números mostrados pela empresa me surpreende apenas o Brasil está sem segundo e não em primeiro. Talvez se explique por conta da Rússia ser a sede da Kaspersky e o software ser mais utilizado por lá. Talvez.

Ainda de acordo com uma pesquisa de 2020, os apps de mensagens ultrapassaram as redes sociais em 20% em termos de popularidade entre os internautas, e se tornaram a ferramenta de comunicação mais usada. Os resultados da pesquisa também mostram que o público global dos aplicativos de mensagem chegou a 2,7 bilhões em 2020. No Brasil, o WhatsApp é onipresente e está instalado em 98% dos celulares.

“Frente a este cenário, não é coincidência que a ferramenta de comunicação seja usada para disseminar golpes. Para mostrar a importância do novo recurso Safe Messaging do Kaspersky Internet Security for Android, que bloqueia links maliciosos enviados em apps de mensagem como WhatsApp, Viber, Telegram, Hangouts – e até SMS, a empresa analisou links de phishing que receberam cliques e foram bloqueados pela tecnologia da Kaspersky. Foram mais de 91 mil detecções ao redor do mundo durante dezembro de 2020 e maio de 2021 – todos os metadados são anônimos e compartilhados de forma voluntária”, informa a Kaspersky.

Para os especialistas da empresa, o maior número de links de phishing no WhatsApp não é surpresa, já que o mensageiro é o mais popular em todo o mundo. Já a geolocalização das detecções ocorreu mais na Rússia (42%), Brasil (17%) e Índia (7%).

A característica local fica mais evidente quando se analisa as estatísticas do Viber e Hangouts. O maior número de detecções no Viber está na Rússia (89%) e nos países da CIS: Ucrânia (5%) e Belarus (2%), já a maioria das detecções do Hangouts está nos EUA (39%) e na França (39%).

Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky, ressalta que as pessoas não devem menosprezar esta ameaças, pois o Brasil é o maior alvo de phishing no mundo e isto indica que o golpe ainda é muito efetivo. Alguns exemplos de golpes reais detectados pela empresa incluem brinquedos e livros de graça no Dia das Crianças, oferta falsa de álcool gel no início da pandemia de Covid-19 e uma cafeteira grátis na Black Friday.

“Golpes de mensagens maliciosas no WhatsApp já se tornaram comuns e esta percepção é real. Mas não podemos pensar que eles são inofensivos. Encontramos um phishing que oferecia material escolar gratuito e tivemos acesso à ferramenta que contabilizava quem clicava no link falso. Em apenas cinco dias, foi contabilizado 675 mil cliques. Este ainda foi um exemplo de como os criminosos são criativos e espertos. A empresa usada no golpe havia realizado uma promoção similar um ano antes e os criminosos se aproveitaram disso, pois quem recebeu o brinde na ação real passou a disseminar proativamente o golpe – claro que essas pessoas foram enganadas também e essa situação apenas deve destacar que existem golpes bem feitos”, destaca Assolini.

Uma pesquisa recente da Kaspersky com a empresa Corpa tratou deste problema e identificou que cerca de três em cada dez brasileiros não sabem reconhecer um e-mail falso. “Soma-se a esta dificuldade a popularidade dos app de mensagens. Isso permite que as mensagens maliciosas tenho o potencial de alcançar uma quantidade alta de pessoas de forma rápida, além da dificuldade que existe em plataformas móveis de fazer a verificação de autenticidade de um site ou link. Para se manter protegido, é importante estar vigilante o tempo todo e usar a tecnologia a nosso favor, como o Safe Messaging do Kaspersky Internet Security for Android para garantir que o acesso ao site malicioso será bloqueado”, aconselha o analista.

A Kaspersky aconselha ainda as seguintes medidas de proteção:
  • Esteja atento a erros de ortografia ou outras irregularidades nos links.
  • Os “esquemas de corrente” são uma prática comum em golpes. Preste atenção e não compartilhe links suspeitos com seus contatos.
  • Se receber um link pelo WhatsApp ou outro app de mensagem, já desconfie e cheque sempre sua veracidade fazendo uma busca na internet antes de clicar no link.
  • Mesmo que uma mensagem venha de um contato, desconfie se o tema for uma promoção imperdível ou um pedido inusitado como um empréstimo. É possível que a pessoa tenha sua conta roubada. Antes de fazer o que a pessoa pede, ligue para ela para confirmar.
  • Instale uma solução de segurança confiável e siga suas recomendações. As soluções de segurança resolverão a maioria dos problemas de modo automático e alertarão você, se necessário.

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