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Software israelense Pegasus pode espionar seu celular através de uma ligação não atendida

Foto: Imagem de mohamed Hassan por Pixabay

Sim, o software israelense Pegasus que seria para espionar criminosos, mas que teria sido usado por governos para espionar jornalistas e ativistas, pode invadir um celular apenas por uma ligação telefônica. E não, você nem precisa atender a ligação. Diferente de outros produtos de espionagem – os spywares -, este software não precisa que você o baixe ou clique em link para infectar seu dispositivo. O Pegasus também pode invadir a vítima quando ela assiste a um vídeo em um grupo privado. A partir daí, ele torna seu celular um equipamento de espionagem 24 horas. Então, como se proteger? Não há muito o que fazer. É mais torcer para não ser um alvo do grupo que controla o Pegasus.

Segundo a BBC, foram mais de 1.000 pessoas investigadas em 50 países ao todo. Os números estão concentrados em 10 países: Azerbaijão, Bahrein, Hungria, Índia, Cazaquistão, México, Marrocos, Ruanda, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Os países citados negaram o uso do Pegasus. A empresa não informou a lista de clientes.

A empresa israelense NSO Group garante que só vende seu produto para governos com ampla defesa da privacidade das pessoas, ou seja, que tenham como alvo apenas criminosos.

“O NSO Group diz que só vende seu software para agências de segurança e forças armadas para governos com bom histórico de defesa dos direitos humanos. Mas da lista de países divulgadas por investigação que há países com histórico muito preocupante de violação dos direitos humanos. Esta explicação da empresa por si só não parece muito convincente”, disse Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro na GloboNews.

O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, teria participado de reunião, segundo reportagem do UOL de maio, para conversar com representantes da empresa de Israel sobre o Pegasus. A reunião não teria dado frutos, mas, de acordo com Souza, o Brasil chegou a fazer um pregão (o pregão 3 de 2021) do Ministério da Justiça. O pregão serve para comprar produtos de menor complexidade, o que não é o caso de um software espião como o Pegasus. Segundo Souza, o Brasil não devia fazer um pregão para adquirir um software de tamanha complexidade.

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