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Cibersegurança

Brasileiros desejam aula presencial e ensino de programação digital para seus filhos

Foto: U.S. Department of Energy

As mudanças no mercado de trabalho decorrentes do avanço tecnológico preocupam a maioria dos pais com filhos em idade escolar. A pesquisa “Parents, Teachers and Kids“, realizada entre abril e maio deste ano pela Kaspersky, empresa internacional de cibersegurança e privacidade digital, revela que sete em cada dez brasileiros gostariam que suas crianças recebessem formação nas áreas de programação e robótica.

O avanço da Covid-19 e a necessidade de isolamento aceleraram a inserção de processos digitais em praticamente todos os segmentos econômicos, evidenciando a importância de profissionais com maior conhecimento tecnológico. De acordo com a pesquisa, 89% dos brasileiros entrevistados considerariam positivo que crianças e jovens tivessem acesso a uma educação mais técnica.

Apesar de compreender a importância da inserção de seus filhos em uma nova ordem econômica, admitindo a relevância do conhecimento tecnológico, os pais ainda são receosos no que diz respeito ao aprendizado online das crianças. Quase 90% dos brasileiros entrevistados afirmaram sentir preocupação diante do tempo que seus filhos passam diante das telas – 41% disseram estar muito preocupados, enquanto 48% estariam um pouco.

A pandemia também evidenciou que o futuro e a tecnologia estão entrelaçados. A visão sobre tal futuro, no entanto, diverge dependendo da região. O levantamento realizado pela Kaspersky mostra que 52% dos pais brasileiros gostariam que os alunos voltassem a ter aulas presenciais. Em paralelo, 33% creem que o formato híbrido veio para ficar. Quando os dados contemplam a América Latina, porém, a aceitação do modelo mesclado entre aulas presenciais e online aumenta: 41% rendem-se ao formato híbrido, enquanto 35% torcem pelo retorno das aulas ao vivo.

“Tem sido um verdadeiro desafio para as crianças, pais e professores. O currículo precisa ser rapidamente reestruturado para não afetar o aprendizado dos alunos. Mas infelizmente, devido a várias circunstâncias, nem sempre isso foi possível. É importante introduzir vários elementos digitais e interativos no processo educacional”, afirma Andrey Sidenko, Chefe do Departamento de Segurança Digital Infantil da Kaspersky.

Para a segurança online dos estudantes, a empresa oferece a solução Kaspersky Safe Kids. Segundo a empresa, o software promete gerenciar o tempo que as crianças ficarão conectado e selecionar que tipo de conteúdo eles poderão acessar. Além disso, os pais podem ver a localização atual de seus filhos.

A pesquisa foi feita com pais, professores e alunos entre abril e maio deste ano. Ao todo, a sondagem abrangeu 3.989 usuários, residentes em 14 países, inclusive o Brasil.

Outros pontos a serem destacados, contidos no relatório:

• 97% dos entrevistados latino-americanos usam a internet várias vezes por dia (mesmo porcentual registrado pelos pesquisados brasileiros). Apenas 3% afirmaram um único acesso diário, enquanto no Brasil 2% responderam da mesma maneira. Nenhum dos consultados ficou uma semana sem se conectar.

• Conforme os dados apurados pela Kaspersky, 57% dos professores e 49% dos pais entrevistados foram obrigados a comprar, emprestar ou dividir aparelhos eletrônicos para garantir a educação dos filhos durante o período de isolamento social. O país que mais teve de comprar, emprestar ou compartilhar foi o Quênia, onde 78% das pessoas enquadram-se neste perfil. Em contrapartida, o país com menor necessidade de aquisição, empréstimo ou partilhar dispositivos foi a Arábia Saudita (62% disseram não ter essas necessidades). No Brasil, 59% informaram possuir os aparelhos necessários, ante 41% instados a adquirir, emprestar ou usar o equipamento em conjunto.

• De acordo com a pesquisa, 72% dos filhos dos brasileiros usam o celular para aprender, seguindo a tendência na Latam de 74%.

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